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sábado, 3 de agosto de 2024

Livro - ARQUILEPAGO GULAG, de Aleksandr Soljenitsin

O Arquipélago Gulag

"Um livro de combate pela liberdade e pela dignidade humanas que ainda hoje nos queima as mãos."

É com esta frase, logo na capa do livro, que somos alertados para o que nos espera nas suas 570 páginas.

Eu tinha já a plena noção quando comecei a ler este livro, que não iria ser uma tarefa fácil, mas a verdade é que nada nos prepara para a crueldade pura, para o total desprezo pelo ser humano, para a total ausência de humanidade e tudo num relato na primeira pessoa que por mais de uma vez me levou às lágrimas.

Foi assim "construído" o comunismo. Em cima de milhões de mortos.

Considero que o COMUNISMO é igual a GENOCÍDIO

Este livro não pode ser esquecido.

É um relato de uma época que hoje, 100 anos depois, continua a ter em Putin, Maduro e noutros ditadores conhecidos os continuadores desta filosofia, pela opressão dos seus povos.

Escreve o seu autor Aleksandr Soljenitsin, prémio nobel da literatura - ele próprio que viveu todo o horror das prisões arbitrarias, dos campos de trabalhos forçados na Sibéria e do desterro:

"Mas a linha que separa o bem do mal atravessa o coração de todas as pessoas... Essa linha é móvel, oscila dentro de nós com o passar dos anos.

Mesmo num coração dominado pelo mal, ela deixa sempre um pequeno espaço do bem. 

E mesmo no coração mais generoso há um inextirpável cantinho de mal». 

Este livro fala da elevação do Espírito humano, do seu combate singular com o mal. Por isso, ao fechá-lo, o leitor, para além da mágoa e da raiva, sente um afluxo de força e de luz."

Um livro que todos deviam ler para que o sacrifício de milhões de seres humanos nunca seja esquecido. 

Que a chama da sua memória e de todo o seu sofrimento nunca se apague.

Pela liberdade, lê este livro: https://www.wook.pt/livro/o-arquipelago-gulag-aleksandr-soljenitsin/18867727?a_aid=4e731cba3ee3f

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sábado, 28 de agosto de 2021

Sobre “Salvar os Outros”, e (sem querer) destruir uma Equipa.

E se, a minha tentativa de transformar para melhor alguns dos que me rodeiam para construir uma equipa melhor, afinal, não fizer sentido? Se são os "piores" que vão nivelar o conjunto, o que fazer a esses elementos? O que pensar depois de ler o seguinte trecho de um livro:


"Até Jesus Cristo, podemos afirmar, fez amizade entre prostitutas e homens duvidosos. Como é que me atrevo a lançar calúnias sobre os motivos daqueles que estão a tentar ajudar? Mas Jesus era o arquétipo do homem perfeito. E nós somos apenas nós. Como é que sabemos que as tentativas para ajudar alguém não irão, pelo contrário, fazer-lhe pior?

Imagine alguém que tem a missão de supervisionar uma equipa de trabalhadores excecionais, todos eles esforçando-se para alcançar um objetivo comum; imagine-os a trabalhar no duro, unidos, brilhantes, criativos.

Mas a pessoa que os supervisiona também é responsável por alguém com muitos problemas, que tem um desempenho péssimo noutro lugar. Num impulso, o gerente bem-intencionado insere essa pessoa problemática na equipa excelente, tentando que o exemplo dos outros melhore o novo membro do grupo. O que acontece? a literatura da psicologia é clara quanto a esta questão.

Será que o novo elemento vai entrar nos eixos de imediato? Não. Em vez disso, é a equipa inteira que degenera. O recém-chegado continua a ser cínico, arrogante e neurótico. Queixa-se. Engana. Falta a reuniões importantes. O seu trabalho, de baixa qualidade, atrasa a equipa e tem de ser refeito pelos outros. Porém, recebe o seu salário, tal como os colegas que, trabalhando duramente, começam a sentir-se traídos. “Porque estou a dar tudo o que tenho com o objetivo de terminar este projeto", pensam eles, “quando o novo elemento da equipa não faz nada?"

O mesmo acontece quando um assistente social bem-intencionado coloca um jovem delinquente entre outros rapazes mais civilizados. Em vez da estabilidade, é a delinquência que se espalha. Piorar é bem mais fácil do que melhorar.

Talvez estejamos a tentar salvar alguém porque somos fortes, generosos, sólidos, e queremos fazer o que está certo. Mas também é possível - e, talvez, mais provável - que só queiramos chamar a atenção para as nossas reservas inesgotáveis de compaixão e boa vontade. Ou talvez queiramos salvar alguém porque nos queremos convencer de que a força do nosso caráter é mais do que apenas um efeito colateral da nossa sorte e lugar de nascimento. Ou talvez porque é mais fácil parecer virtuoso quando estamos ao lado de alguém profundamente irresponsável."

In “12 REGRAS PARA A VIDA”, p112, Jordan B. Peterson

TU LIDERAS A TUA VIDA
Fernando Barroso

domingo, 18 de dezembro de 2016

Para de beber leite. Tu não és um vitelo.


Temos de parar esta loucura.
Vê o video a seguir se tens coragem... São só 5 minutos...


TU LIDERAS A TUA VIDA

FERNANDO BARROSO

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Criticar é fácil, especialmente quando é contra o "Chefe"

Ultimamente tenho lido inúmeros artigos em que, de uma ou de outra forma, as chefias são sempre apresentadas como a raiz de todos os males.

Dizem que são “injustos, prepotentes, autoritários, não respeitam ninguém, não sabem o que é trabalhar, só querem privilégios”

A verdade é que “em todos os cestos há uma maçã podre”, e isso aplica-se a todas as profissões e a todos os níveis hierárquicos.
Mas o que mais me custa é a banalização da crítica sem autocríticaEste é talvez o maior dos erros.

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Fausto M. Barroso

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UMA AULA PRÁTICA DE DIREITO

Uma manhã, quando o nosso novo professor de "Introdução ao Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Como te chamas?
- Chamo-me João, senhor.
- Sai de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - Gritou o desagradável professor.

João estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu as suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém disse nada.

- Agora sim! - E perguntou o professor - para que servem as leis?