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segunda-feira, 14 de abril de 2025

Produtividade Lenta, de Cal Newport

 
Produtividade Lenta - Obter resultados sem cair em burnout, de Cal Newport

Este é um livro sobro produtividade, mas não sobre fazer mais trabalho.

É um livro sobre como produzir um trabalho de qualidade, sem queimarmos completamente a nossa vida.

Segundo Cal Newport, a produtividade lenta é uma filosofia para organizar esforços do trabalho do conhecimento de uma forma sustentável e significativa, baseada nos três princípios seguintes:

Princípio 1 - FAZER MENOS COISAS

Esforcem-se por reduzir as vossas obrigações até ao ponto em que possam facilmente imaginar-se a cumpri-las com tempo de sobra. Aproveitem esta carga reduzida para abraçar e avançar mais plenamente o pequeno numero de projetos que mais importam.

Princípio 2 - TRABALHAR A UM RITMO NATURAL

Não apressem o vosso trabalho mais importante. Em vez disso, permitam que se desenrole durante um período temporal sustentável, com variações de intensidade, em circunstancias favoráveis à genialidade.

Princípio 3 - TORNAR-SE OBCECADO COM A QUALIDADE

Tornem-se obcecados com a qualidade daquilo que produzem, mesmo que isso signifique perder oportunidades no curto prazo. Aproveitem o valor destes resultados para ganhar mais e mais liberdade nos vossos esforços a longo prazo.

Este não é um livro obsessivo, mas antes libertador. É um livro para o trabalho do conhecimento, para quem tem algum controlo sobre o seu trabalho, sobre o seu ritmo.

Não é um livro para trabalhar mais. É um livro para viver mais.

Produtividade Lenta - Obter resultados sem cair em burnout, de Cal Newport

https://www.wook.pt/livro/produtividade-lenta-cal-newport/30859181?a_aid=4e731cba3ee3f

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sábado, 11 de janeiro de 2025

Lê menos, estuda menos, mas pensa mais.

"Lê menos, estuda menos, mas pensa mais. Aprende, tanto com os teus professores como com os livros que lês, apenas aquilo de que realmente precisas e que realmente queres saber.” – Lev Tolstoi

Quando li esta frase fiquei a pensar em como realmente estamos constantemente a procurar nova informação, seja nos livros no facebook nas revistas, e pouco conseguimos aplicar daquilo que, entretanto, já lemos.

Mais do que procurar nova informação era importante aplicar as boas lições que aprendemos.

Este ano provavelmente voltarei a reler livros importantes que já tenho na minha biblioteca. Mais do que encontrar nova informação quero antes consolidar as ideias que já li anteriormente e que tiveram ressonância na minha forma de pensar e na minha forma de agir.

Cada vez mais acredito que não é ler muito, mas sim ler ideias transformadoras. É esse o meu objetivo de leitura para 2025.


TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sábado, 1 de junho de 2024

Livro - Unscripted (EBOOK) - Life, Liberty, And The Pursuit Of Entrepreneurship; de MJ Demarco

 

Um livro que nos impulsiona para o empreendedorismo. Um livro que nos ensina a romper com o "guião" que a sociedade nos impõe e a procurar o nosso próprio "roteiro", livre de imposições.

“O problema não é as pessoas receberem educação. O problema é que elas são educadas apenas o suficiente para acreditar no que lhes foi ensinado, mas não são educadas o suficiente para questionar o que lhes foi ensinado.”

(Autor desconhecido. Frase retirada do livro UNSCRIPTED, de M.J. DeMARCO)

Fonte: https://www.wook.pt/ebook/unscripted-mj-demarco/19317964?a_aid=4e731cba3ee3f


TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sábado, 20 de abril de 2024

Livro - Ser Herói Todos os Dias - Um manual de resiliência, produtividade e positividade de Robin Sharma

 Ser Herói Todos os Dias - Um manual de resiliência, produtividade e positividade de Robin Sharma


Um livro inspirador (mais um) de Robin Sharma.

Foram muitas as passagens que sublinhei neste livro. São muitas as táticas que o autor nos oferece ao longo das suas 383 páginas. 

Escolho partilhar aqui um pequeno trecho que me chamou a atenção para aquilo que Eu não quero ser.


DESPROFISSIONALIZAÇÃO COLETIVA DOS NEGÓCIOS
"Há quanto tempo o leitor não entra numa loja, ou janta num restaurante, ou vai a um café, e vê o empregado a exercer virtuosismo, completamente empenhado na mestria, amplamente competente e inspiradoramente conhecedor? 

É muito mais comum atualmente ver gente paga para prestar um serviço a brincar com o telemóvel, a sonhar com o almoço, na conversa com os colegas, aplicando a lei do menor esforço enquanto dá o ar de quem trabalha imenso (e liga imenso). 

São demasiados os produtores potencialmente espetaculares que chegam atrasados, erram a torto e a direito, não estão presentes no momento, têm péssimas maneiras, pouco ou nada ajudam, portam-se como se nos fizessem um favor enorme na interação connosco - em vez de compreenderem que é por causa do negócio que o leitor e os outros clientes querem fazer que eles têm esse emprego, que um desempenho excelente é a porta para maior autoestima, alegria pessoal, força espiritual."


TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

domingo, 31 de março de 2024

Livro - A Ciência de Ficar Rico

 

A Ciência de Ficar Rico é um livro do autor Wallace D. Wattles, publicado originalmente em 1910.

Desde que me foi oferecido pelo meu querido Filho em janeiro de 2024, já o li 4 vezes.

É um livro absolutamente brilhante, profundo e simples ao mesmo tempo.

É um livro que apenas se compreende quando se aceita que todos - cada um de nós - tem dentro de si o poder de alcançar tudo o que conseguir pensar, e desenvolver o trabalho necessário para o obter, agindo de uma determinada forma.

Este é um livro absolutamente fantástico.

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso 


domingo, 21 de agosto de 2022

Sobre a Ingenuidade

 

“Com as pessoas, operamos acreditando que a maioria dos nossos amigos e colegas gostam de nós e querem o melhor para nós.

Pensamos que podemos confiar naqueles que apresentam um padrão de mau comportamento se nos disserem que mudaram, que as pessoas cheias de convicção e um sentimento de indignação devem estar a dizer a verdade, e que quem está no poder, incluindo os nossos patrões, não são inseguros.

Imaginamos que as pessoas que são extremamente simpáticas e pacientes não estão potencialmente a mascarar uma natureza sombria e desonesta, que aqueles que abraçam ideias progressivas possuem um caráter virtuoso correspondente, e que as pessoas ficarão gratas por qualquer favor que lhes façamos.” (Robert Greene)

 Sou mesmo ingénuo…

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

As 28 perguntas do Questionário de Auto-Análise de Napoleon Hill para avaliares o ano que termina

 


Um dos rituais que mais gosto de fazer no final de cada ano é responder ao Questionário de Autoanálise proposto por Napoleon Hill no seu best-seller "Pense e Fique Rico"(se ainda não tens este livro devias comprar).

O questionário é composto por 28 perguntas, e com todas elas Tu colocas-te em causa e avalias o teu desempenho no ano que acaba, e com isso, começas a preparar o novo ano.

Arranja um tempo para ti num lugar sossegado e com o teu diário responde às perguntas.


São estas a 28 perguntas do Questionário de Autoanálise:

1. Atingi a meta que estabeleci como meu objetivo para este ano? (deve trabalhar com um objetivo anual preciso, a ser atingido como parte do seu grande objetivo na vida.)

2. Prestei serviços com a melhor qualidade de que fui capaz ou poderia ter melhorado qualquer especto deste serviço?

3. Prestei serviços na maior quantidade que podia?

4. O espírito da minha conduta foi, em todas as ocasiões, harmonioso e cooperante?

5. Permiti que o hábito de adiar diminuísse a minha eficiência e, neste caso, até que ponto? 6. Melhorei a minha personalidade e, neste caso, de que forma?

7. Fui persistente na concretização dos meus planos até à sua conclusão?

8. Tomei decisões com rapidez e precisão em todas as ocasiões?

9. Deixei que algum dos seis medos básicos fizesse diminuir a minha eficiência?

10. Fui demasiado cauteloso ou pouco cauteloso?

11. A relação com os meus companheiros de trabalho foi agradável ou desagradável? Se foi desagradável, a culpa foi parcial ou totalmente minha?

12. Dispersei alguma da minha energia devido a falta de concentração ou de esforço?

13. Mantive um espírito aberto e tolerante em relação a todos os assuntos?

14. De que forma melhorei a minha capacidade de prestar serviços?

15. Fui imoderado em algum dos meus hábitos pessoais!

16. Demonstrei, aberta ou secretamente, alguma forma de egocentrismo?

17. A minha conduta em relação aos meus companheiros foi de molde a que me respeitem?

18. As minhas opiniões e decisões basearam-se em palpites ou em análises e pensamentos rigorosos? 19. Segui o hábito de gerir o meu tempo, as minhas despesas e o meu rendimento, e fui prudente nesta gestão?

20. Quanto tempo dediquei a esforços inúteis, quando poderia tê-lo usado com melhor proveito?

21. Como posso reorganizar o meu tempo e mudar os meus hábitos, de forma a ser mais eficiente no próximo ano?

22. Fui responsável por algum comportamento que a minha própria consciência não aprovou?

23. De que forma prestei mais e melhores serviços para além daquilo que me pagaram para prestar?

24. Fui injusto para com alguém e, nesse caso, de que forma?

25. Se eu tivesse sido o comprador dos meus próprios serviços este ano, estaria satisfeito com a minha compra?

26. Estou na vocação certa e, se não, porquê?

27. O comprador dos meus serviços ficou satisfeito com o serviço que prestei e, se não, porquê?

28. Qual é a minha classificação quanto aos princípios fundamentais para o sucesso? (Estabeleça esta classificação de forma honesta e franca e confira-a com alguém suficientemente corajoso para o fazer com exatidão.)

FELIZ 2022

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

domingo, 8 de novembro de 2020

Julgamento e Crítica

 

“Com o ato de criticar os outros por não estarem à altura dos padrões mais elevados, nós próprios não estamos à altura desses mesmos padrões.

Em muitos casos, estamos a emitir juízos de valor para desviar a atenção dos outros ou a nossa própria atenção das deficiências que detetamos em nós.

“Projeção” é o termo usado na psicologia para definir a nossa tendência em projetar nos outros emoções ou sentimentos que não queremos enfrentar em nós próprios. E a projeção é muito frequente!

Portanto, antes de julgar os outros, faça uma pausa e pergunte:

- Estarei eu a encontrar falhas para me desviar, assim como aos outros, das minhas próprias inseguranças?

- Estarei eu a projetar neles a minha própria fraqueza?

- E, mesmo que não esteja a fazer nada disso, serei eu melhor do que a pessoa que estou a criticar?

Não posso dizer quais serão as respostas às duas primeiras perguntas. Mas a resposta à terceira pergunta é sempre: "Não!"

Jay Shetty – in “Pensa como um Monge”

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

domingo, 4 de outubro de 2020

Ou vence o medo ou vence a liberdade

 Ou vence o medo ou vence a liberdade.

Devemos perguntar-nos a nós mesmos: "A minha vida será sobre aversão ou ascensão?"

A primeira é uma vida motivada pelo medo, uma vida pequena que passa das dificuldades para a segurança de curto prazo, autoproteção e tranquilidade egoísta. A outra é uma vida motivada pela liberdade, uma razão para agir a partir da nossa verdadeira humanidade em direção ao crescimento a longo prazo, autoexpressão autêntica e esforço esclarecido.

Uma é o condicionamento de seres fracos, constrangidos, conformados e sofredores; a outra, o condicionamento de seres fortes, espontâneos, independentes e realizados.

Uma chega até nós como um impulso humilde e frequentemente patético; a outra requer a nossa plena consciência e devoção mental à coragem e ao autodomínio.

 

Fear wins or Freedom wins.

And so let us ask ourselves, "Will my life be about aversion or ascension?" The former is a life motivated by fear, a small life that turns from hardship toward short-term safety, self-protection, and egotistic ease. The other is a life motivated by freedom, a reason to act from our true humanity toward long-term growth, authentic self-expression, and enlightened effort. One is the conditioning of weak and constrained and conforming and suffering beings; the other the conditioning of strong, spontaneous, independent, and fulfilled beings. One reaches us as a lowly and often pathetic impulse; the other requires our full consciousness and mental devotion to courage and self-mastery.

Brendon Burchard, in The Motivation Manifesto, 2014

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

sábado, 11 de janeiro de 2020

Sugestões para Construção de um Plano para o Novo Ano

O novo ano de 2020 está aqui.

A maioria de nós vai passar por este novo ano e chegar ao fim apenas como mais um ano das suas vidas. O trabalho vai continuar o mesmo. As rotinas vão ser mantidas. Nenhum livro será lido para melhorar a nossa vida. E no fim, vamos ficar deprimidos por ter desperdiçado o ano todo  a ver televisão...
Ou então não...
Alguns, os que querem realmente fazer alguma coisa com as suas vidas já perceberam que são os principais responsáveis pela maioria das coisas que lhes acontece durante o ano.

A ideia chave é ter um plano para o ano que começa.
Se não tiver um plano, é quase certo que vais falhar.

Se tiver um plano, é muito mais provável que consiga alcançar o que pretende. Por isso, para tudo o que estejas a fazer, arranja papel e caneta e começa a planear os próximos 12 meses da tua vida. Podes seguir estas sugestões para construção de um plano:

  1. Arranja um diário - Sim, se ainda não o tens, estás a perder uma ferramenta que te ajuda a organizar o teu dia, as tuas acções futuras e a conseguir um registo incrível da tua vida ao qual podes regressar e rever de forma privada. Reuniões, projectos, fotografias, sonhos e desejos. Podes colocar tudo lá dentro. Eu uso o método Bullet Journal e recomendo que faças o mesmo.
  2. Escreve no papel quais os teus sonhos e aspirações para "Um dia" - Não tenhas medo de sonhar grande, mesmo que te pareça impossível. É o sonho que comanda a vida.
  3. Escreve quais são os teus objectivos a 5 anos - É um período que passa depressa. A sério. basta pensares onde estavas à 5 anos atrás e vais ver que passou rápido. A ideia aqui é definir o que gostarias de conseguir em 5 anos.
  4. Agora escreve o que vais fazer durante este novo ano - para ficares mais perto dos teus objectivos a 5 anos. - Escreve sobre a tua vida pessoal e sobre a tua vida profissional. Queres fazer uma viagem? Inscrever-te num curso? Ler um conjunto de livros? Planear o casamento (o teu ou de um familiar)? Tudo é possível de conquistar se tiveres um plano.
  5. Coloca cada objectivo que definiste, individualmente, no topo de uma página A4 ou no topo de uma página do teu diário. logo abaixo desse objectivo (vamos chamar-lhe projecto)  escreve a seguinte pergunta: Qual a Próxima Acção? a seguir deves escrever qual a próxima ação que está verdadeiramente ao teu alcance e que consegues fazer para ficar um pequeno passo mais próximo do teu objectivo. Deve ser algo simples mas que consigas efectivamente fazer.
  6. Agora faz a tua "próxima ação".
  7. Repete os pontos 5 e 6 - Parabéns, estás mais próximo de teres a vida que sempre sonhaste.

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

domingo, 29 de setembro de 2019

Síndrome do Pensamento Acelerado - Augusto Cury

Uma mensagem para ver e rever vezes sem conta.

Síndrome do Pensamento Acelerado - Um mal que nos afecta individualmente e como sociedade e que destrói as nossas vidas.




TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Barroso

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Um Passo para Cima


Tu estás no fundo de um buraco profundo, num país estrangeiro, onde tu não falas o idioma.
Um homem chega e começa a atirar terra para o buraco.

Tu gritas com ele, perguntando o que ele está a fazer, mas ele não te entende e tu não o entendes.
Ele simplesmente continua a atirar terra.


Então o que fazes? Dás um passo para cima.

À medida que cada monte de terra suja cai no fundo do buraco, tu pisas em cima dela.
A terra é continuamente empurrada para baixo, o fundo do buraco sobe e, ao subir, tu sobes junto com ele, até que finalmente consegues sair do buraco.

Não importa se a terra que te atiraram foi para te enterrar ou para te salvar.
O que importa é a tua resposta, a tua escolha de acelerar, de agir e lidar com sucesso com a situação em questão.

Que situação na tua vida está a atirar-te terra neste momento?
Dá um passo para cima do que quer que esteja a ir na tua direção e usa-o de forma positiva.
Adaptado de Ralph Marston


TU LIDERAS A TUA VIDA

domingo, 18 de novembro de 2018

OS QUE “AMAM” MUITO OS TOUROS E OS TORTURAM E MATAM | Por José Pacheco Pereira


Porque não sou indiferente, reproduzo artigo de opinião de José Pacheco Pereira, publicado no Jornal “Publico” de 17 de novembro de 2018

OS QUE “AMAM” MUITO OS TOUROS E OS TORTURAM E MATAM

Acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido.

A ideia de que ser a favor ou contra as touradas é uma questão de liberdade de expressão é um absurdo. Ser a favor ou contra as touradas é uma questão de civilização e, por muito que a palavra esteja gasta, nós sabemos muito bem o que é. É o mundo frágil que nos faz viver melhor, mais tempo, com menos violência do que no passado. É completamente frágil e contraditório, muitas vezes anda para trás e poucas vezes anda para a frente, mas representa o melhor da vida possível, feito por um olhar humanista sobre as coisas, que inclui condenar, limitar, punir a violência.

É o mundo em que há direitos humanos, em que os homens e as mulheres são iguais, é o mundo em que as mulheres e as crianças são protegidas da violência doméstica, é o mundo em que o direito de viver de forma livre o sexo é garantido, é o mundo em que a tortura, a pena de morte, o genocídio são condenados, é o mundo em que há liberdade religiosa, de opinião, política, etc., etc. Sim, é verdade que é também o mundo em que tudo isto não existe, mas escolham. Pode não ser o mundo que temos, mas é o mundo que desejamos.

Os animais não podem ter “direitos” equiparados aos direitos humanos, mas faz parte de uma sociedade humana que valorize a ética e combata todasas formas de violência olhar para os animais com um sentimento de especial proximidade que está para além da domesticidade. Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX. A ideia central era que o modo como tratamos os animais era um sinal de como tratávamos os homens, a crueldade contra os animais era um sinal de uma violência institucionalizada que não se limitava aos animais, mas se estendia aos homens, mulheres e crianças.

Não me estou a referir a nenhuma das variantes radicais modernas dos direitos dos animais que fazem parte da moda dos nossos dias. Não é isso, não tem que ver com aviários, nem com matadouros, nem com as mil e uma formas de industrialização da produção de alimentos, algumas das quais ganhavam em ser menos cruéis. Nem com a caça. A caça tem um valor económico, e tem um papel no controlo das espécies, e é cada vez mais moldada pela lei de modo a que o seu carácter lúdico seja subordinado a estas necessidades.

Tem que ver com as touradas. Podem dar as voltas que quiserem, mas as touradas são a exibição pública da tortura de um animal, que é esfaqueado para enfraquecer e depois, no caso das touradas de morte — que todos os defensores das touradas desejavam poder ter sem limitações —, ser morto. As touradas vivem do sangue, da dilaceração da carne, do cansaço até ao limite e da morte. Podem ter todos os rituais possíveis, ter toda a “arte” de saracotear à volta de um bicho, mas as touradas não são uma arte, são a exibição circense de um combate desigual entre homens e animais, cuja essência é a sua tortura para gáudio colectivo.
Não é um combate de iguais. Na verdade, os combates de cães e de galos — proibidos não se sabe porquê à luz da permissão das touradas — são muito mais um combate entre iguais do que o homem de faca e o touro sem armas a não ser os chifres, que muitas vezes são embolados. Mas é o sangue e a morte que fazem o espectáculo e, ao serem um espectáculo, são um sinal de barbárie.

O argumento da tradição também não é argumento. Se há coisas que a tradição encobre é um vasto conjunto de práticas que felizmente hoje são consideradas inaceitáveis, desde a violência doméstica à discriminação dos homossexuais, à excisão feminina, à pena de morte, à legitimação da tortura. Se aceitamos que a “tradição” por si só legitima a violência e crueldade, então podemos voltar ao “cá em casa manda ela e quem manda nela sou eu” e toca de lhe bater.

Os argumentos dos defensores das touradas são a versão portuguesa dos argumentos da NationalRifle Association nos EUA, que também se identifica como uma “associação de direitos civis” e usa o argumento da tradição para justificar uma sociedade banhada de armas e em que a violência dos massacres é sempre culpa de outra coisa que não sejam as armas.

As histórias ridículas de como os defensores das touradas “amam os touros” (sic), de como prezam a valentia dos animais, de como o “touro bravo” enobrece os campos do Ribatejo, para depois ser trazido à arena de tortura e morte como se esse fosse o seu destino teleológico, a cultura machista da “coragem” perante os mais fracos (o touro é o mais fraco dentro da praça), devem pouco a pouco envelhecer no passado. É isso mesmo que chamamos civilização. O mundo em que vivemos é duro, desigual, injusto, violento. Quem saiba história sabe que não há maneira de o tornar limpinho, higiénico, pacífico, nem em séculos, quanto mais numa geração. Mas acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido. Porque senão vivemos na pior das hipocrisias em que matar ou tratar mal um cão e um gato pode levar à prisão — e bem —, mas em que no meio de cidades e vilas de uma parte do país podemos aplaudir a tortura, o sangue e a morte.

Artigo de opinião de José Pacheco Pereira, publicado no Jornal “Publico” de 17 de novembro de 2018

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Livro - A arte Subtil de saber dizer que se f*da | Mark Manson (LTV#202)


Podia transcrever aqui muitas das mensagens deste livro, mas deixo aquela que acho mais marcante e “verdadeira” e que a maioria não quer ver nem aceitar… a mensagem de que somos nós, cada um de nós, os maiores responsáveis por aquilo que ocorre nas nossas vidas e por aquilo que alcançamos, apesar de todas as adversidades.

Escreve Mark Manson
“Existe uma descoberta muito simples a partir da qual todo o aperfeiçoamento e crescimento pessoal emerge. É a descoberta de que, individualmente, somos responsáveis por tudo nas nossas vidas, independentemente das circunstâncias externas.
Nem sempre controlados o que nos acontece. Mas controlamos sempre a maneira como interpretamos o que nos acontece, assim como a forma como reagimos.”


TU LIDERAS A TUA VIDA
Fernando Barroso

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

5 Frases Educadas Para Desarmar Pessoas Rudes Instantaneamente


Quando alguém é rude contigo, pode ser difícil não ficar chateado.

A nossa reacção inicial é muitas vezes responder “na mesma moeda”.

No entanto, se resistires à tentação de perder o auto-controlo e ficares com raiva, podes responder a comentários inadequados sem teres que baixar o teu nível.

Esta é uma tradução de um artigo original da autora Fattima Mahdi, com o título - 5 Polite Phrases That Will Disarm Rude People Instantly


Estas são as cinco frases simples que podem desarmar instantaneamente as pessoas rudes:

"Obrigado"
Dizer "obrigado" pode soar como um gesto simples, mas vais ficar surpreendido ao descobrir que pode mudar rapidamente o curso da conversa. "Obrigado" é uma frase que costumamos usar para mostrar apreciação, se tu dizes isso a alguém que é rude contigo, podes mostrar-lhe que não estás com raiva. As pessoas rudes gostam quando os outros se irritam e se tornam, também eles, desagradáveis. Se “morderes a tua língua” e permaneceres educado, isso significa que reconheces a descortesia da outra pessoa e optaste por não te deixares afetar pelo seu comportamento.



"Você está certo"
A maioria das pessoas tem dificuldade em aceitar o ponto de vista de outra pessoa. Se houver alguma verdade no que a pessoa está a dizer usa esta frase e isso vai parar a pessoa.
A conversa será interrompida e isso significa que há menos oportunidade de a discussão se desenvolver para a argumentação.

"Você está a magoar os meus sentimentos"
Se tu queres “chegar” à outra pessoa, talvez seja necessário explicar-lhe que ela te está a magoar. Às vezes, esta é a melhor forma de informar a outra pessoa que não gostas do que te estão a dizer e que te ofende. Em alguns casos, ela pode não saber como as suas palavras estão a afetar-te, então, se tu falares a outra pessoa pode corrigir o seu comportamento e até pedir-te desculpas.
Usar esta frase também pode proteger-te de comentários inadequados e ofensivos no futuro.

"Eu acho que deveríamos parar esta conversa agora"
Infelizmente, as pessoas rudes nem sempre se importam com quem estão a magoar à sua volta. Se tu já deste a conhecer os teus sentimentos aos outros e isso não os impede, esta frase vai.

Usar esta frase irá indicar-lhes que tu não aprecias mais a conversa e que não vais tolerar o seu comportamento grosseiro.
No futuro a outra pessoa vai pensar duas vezes antes de dizer algo ofensivo.


"Você tem sempre alguma coisa negativa para dizer, não é?"
Esta frase também pode ajudar a outra pessoa a reavaliar o seu comportamento e pensar sobre as palavras que estão a sair-lhe da boca. Ao chamar a atenção para o fato de que a pessoa muitas vezes tem uma resposta negativa, você está a destacar o seu comportamento negativo e isso pode ajudá-la a reconsiderar o que ela diz no futuro.

TU LIDERAS A TUA VIDA
Fernando Barroso


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Criticar é fácil, especialmente quando é contra o "Chefe"

Ultimamente tenho lido inúmeros artigos em que, de uma ou de outra forma, as chefias são sempre apresentadas como a raiz de todos os males.

Dizem que são “injustos, prepotentes, autoritários, não respeitam ninguém, não sabem o que é trabalhar, só querem privilégios”

A verdade é que “em todos os cestos há uma maçã podre”, e isso aplica-se a todas as profissões e a todos os níveis hierárquicos.
Mas o que mais me custa é a banalização da crítica sem autocríticaEste é talvez o maior dos erros.

TU LIDERAS A TUA VIDA

Fernando Fausto M. Barroso

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Condição Humana - Hannah Arendt

"(...)
Finalmente, a actividade de pensar que (...) ainda é possível, e sem dúvida ocorre, onde quer que os homens vivam em condições de liberdade política. Infelizmente, e ao contrário do que geralmente se supõe (...) nenhuma outra capacidade humana é tão vulnerável; de facto, numa tirania, é muito mais fácil agir do que pensar."
Hannah Arendt
A "condição humana" tem de facto muito que se lhe diga.
Não foi uma leitura fácil, mas sinto que foi necessária.

Fernando Barroso 
Obrigado Lucília Nunes pela sugestão.
TU LIDERAS A TUA VIDA