quinta-feira, 2 de maio de 2019

Mayombe - Pepetela

 Mayombe - Pepetela
Há livros que só se compreendem completamente quando já conhecemos o local onde a acção se desenrola.

Mayombe é o nome do romance de Pepetela que conta a História de "sem medo" e dos seus camaradas de armas no tempo da guerra colonial (uma guerra que a minha geração conhece tão pouco).

Mayombe é uma floresta imensa que tive o prazer de conhecer, de cheirar e de sentir em 2018 pelas mãos de um guerrilheiro que podia ter saído deste livro. Um guerrilheiro do "inimigo" que se tornou no Amigo de hoje.
Floresta do Mayombe, Cabinda, 2018. Foto: Fernando Barroso
Mayombe é Cabinda e as suas gentes.
Floresta do Mayombe, Aldeia de Chiaca, Cabinda, 2018. Foto: Fernando Barroso
Ler "Mayombe" de Pepetela, é voltar ao Mayombe


Fernando Barroso

TU LIDERAS A TUA VIDA

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Neste 25 de Abril é importante revisitar o Código Deontológico do Enfermeiro

A data presta-se à reflexão. Eu não conheci a ditadura pois tinha apenas 2 anos quando o dia da liberdade chegou. Fui educado nos valores do trabalho, do respeito, da educação e da justiça. Mas passados 45 anos sobre o 25 de Abril de 74, sinto que a Enfermagem está a ser atacada por dentro e por fora e todos (Enfermeiros e Cidadãos) sofremos com isso.

É por isso que te desafio, Colega Enfermeiro/a, a reler nesta data o Código Deontológico do Enfermeiro.

Sugiro que o faças pois poderás aqui encontrar a força e orientação para fazer “diferente”.
Ao reler este código orientador do “ser” Enfermeiro/a não posso deixar de verificar que também eu peco no seu cumprimento integral. Vejamos alguns dos seus artigos.

Como Enfermeiro/a devemos “Usufruir de condições de trabalho que garantam o respeito pela deontologia da profissão e pelo direito dos cidadãos a cuidados de enfermagem de qualidade” (Art.96º, 2.c.), e a verdade é que demasiadas vezes tal não ocorre.

Como Enfermeiro/a devemos “Exercer a profissão com os adequados conhecimentos científicos e técnicos, com o respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e bem-estar da população, adoptando todas as medidas que visem melhorar a qualidade dos cuidados e serviços de enfermagem (Art.97º, 1.a.), mas nem todos se esforçam para que seja assim, perdidos que estamos em discussões internas estéreis.

Como Enfermeiro/a devemos “Contribuir para a dignificação da profissão” (Art.97º, 1.g.), mas não faltam exemplos de ataques sem sentido entre nós e contra outros (profissionais e cidadãos).

Como Enfermeiro/a devemos “Comunicar os factos de que tenham conhecimento e possam comprometer a dignidade da profissão ou a saúde dos indivíduos ou sejam susceptíveis de violar as normas legais do exercício da profissão;” (Art.97º, 1.j.), mas continuamos a fazê-lo a medo, (muitas vezes legitimo) de retaliação quase instantânea por parte de hierarquias que estão sujeitas ao mesmo código deontológico.

O enfermeiro assume o dever de “Proteger e defender a pessoa humana das práticas que contrariem a lei, a ética ou o bem comum, sobretudo quando carecidas de indispensável competência profissional (Art.100º, c.), mas continuamos a executar prescrições de aplicação de soluto dakin em feridas ou a fechar os olhos à prestação de cuidados de higiene de doentes por parte de Assistentes Operacionais sem formação (porque ninguém os ensinou).

No respeito pelo direito à autodeterminação, o enfermeiro assume o dever de “Respeitar, defender e promover o direito da pessoa ao consentimento informado” (Art.105º, b.), mas quantos doentes foram submetidos a intervenções cirúrgicas este mês sem um consentimento informado (dito livre e esclarecido) assinado?

O enfermeiro está obrigado (Artigo 106.º) a guardar segredo profissional sobre o que toma conhecimento no exercício da sua profissão, assumindo o dever de “Divulgar informação confidencial acerca do alvo de cuidados e da família só nas situações previstas na lei, devendo, para o efeito, recorrer a aconselhamento deontológico e jurídico (Art.106º, 1.c.),mas a maioria desconhece como o fazer e não procura a informação (Ler: Regulamento do Aconselhamento Deontológico para Efeitos de Divulgação de Informação Confidencial e Dispensa do Segredo Profissional)
No âmbito do “dever de sigilo” (Artigo 106.º) “O enfermeiro apenas pode revelar factos sobre os quais tome conhecimento no exercício da sua profissão após autorização do presidente do conselho jurisdicional, nos termos previstos no regulamento do conselho jurisdicional (Art.106º, 4.), referido acima.

O enfermeiro procura, em todo o ato profissional, a excelência do exercício (Artigo 109.º), assumindo o dever de “Assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados” (Art.109º, d.), mas fazemo-lo a “espaços” e sem consequências práticas, mantendo o esforço quase eternizado das horas extra e à custa de “balões de oxigénio” momentâneos. E quando temos um “turno bom” desperdiçamos a oportunidade em mais uma hora de café para compensar o esforço, ao invés de melhorar o presente e planear o futuro.

O Enfermeiro/a, consciente de que a sua acção se repercute em toda a profissão, assume o dever de “Proceder com correcção e urbanidade, abstendo-se de qualquer crítica pessoal ou alusão depreciativa a colegas ou a outros profissionais (Art.111º, c.), mas não faltam exemplos do contrário nos nossos locais de trabalho ou nas ditas redes sociais. Pessoalmente bastou-me reflectir um pouco sobre o que tenho feito para encontrar uma lição de que me arrependo (mas que registei, aprendi e segui em frente).

Estas são apenas algumas alíneas do Código Deontológico do Enfermeiro sobre as quais reflecti neste Dia da Liberdade.

Alguém escreveu que a nossa liberdade termina quando colide com a liberdade do outro, não esquecendo nunca que esta frase serve para “os dois lados”.

O Código Deontológico do Enfermeiro deve voltar a ser estudado e debatido nas Instituições de saúde por todos os Enfermeiros.

O Código Deontológico do Enfermeiro aplica-se a todos os enfermeiros e enfermeiras, independentemente da sua categoria profissional, da sua especialidade, da sua idade ou tempo de serviço.

Talvez esteja aqui (se for sempre aplicado) a base para aquilo que todos queremos Respeito, Reconhecimento e Recompensa.

Deixo-te o desafio de imprimires e leres com atenção O Código Deontológico do Enfermeiro, e de o partilhares e discutires com os colegas no teu Serviço.

Fernando Barroso

TU LIDERAS A TUA VIDA

domingo, 21 de abril de 2019

Livro - Engula Sapos!

Não te deixes enganar pelo título deste livro.
"Engula Sapos!" do Autor, Brian Tracy é um pequeno livro de apenas 120 páginas (demora umas 3 horas a ler), mas está carregado com 21 regras e princípios de que te vão ajudar imenso na tua vida profissional e pessoal.

São estas as principais regras e princípios que fazem verdadeiramente a diferença quando queremos produzir mais e de forma mais inteligente.

Comprei este livro em 2009 e voltei a lê-lo agora novamente (10 anos depois).
Já li entretendo muitos outros livros, e os mesmos princípios e regras aqui referidos estão sempre a surgir nesses livros como aquelas regras e princípios que devemos seguir.

Mais ainda. Já os experimentei e sigo a todos e as suas vantagens são inegáveis.

Entretanto a edição que aqui mostro em fotografia já não existe, mas deixo o link para a versão actual.

Se puderes faz um favor a ti próprio. Compra este livro e estuda e aplica as suas 21 regras e princípios. Não te vais arrepender.

Fernando Barroso

TU LIDERAS A TUA VIDA

sábado, 20 de abril de 2019

Livro - Os Seis Hábitos de Alta Performance


Este é um livro para ler, e reler, até ficares a saber de cor.

Estes hábitos fazem a diferença entre “tentar fazer” e “fazer”, sempre.

Escrito de forma simples e envolvente, este é um livro para quem quer perceber melhor porque é que alguns conseguem fazer tanto e com tanta qualidade e outros não.
A boa notícia é que todos podem pertencer ao primeiro grupo, basta aplicar “Os Seis Hábitos de Alta Performance

Podes aceder ao livro aqui “Os Seis Hábitos de Alta Performance


Fernando Barroso

TU LIDERAS A TUA VIDA

terça-feira, 5 de março de 2019

Enfermeiro/a tens de ler este livro - Do Silêncio à Voz

 Do Silêncio à Voz
Se és Enfermeiro/a tens de ler este livro 

Do Silêncio à Voz- O que as enfermeiras sabem e precisam de comunicar ao público. De Bernice Buresh | edição: Lusociência, janeiro de 2014


Este é um livro obrigatório para a biblioteca de qualquer Enfermeiro/a.

A Enfermagem detém um conhecimento vasto e indispensável à saúde das populações, mas temos de saber como transmitir essa realizada a quem nos rodeia.
Temos de aprender a fazer passar a mensagem certa. Uma mensagem de verdade daquilo que vivemos diariamente, colocando a devida relevância nas Enfermeiras e Enfermeiros e nos cuidados de Enfermagem diferenciados.

Este livro ajuda e ensina como fazer isso.
Este livro ajuda-nos também a não termos receio de falar abertamente sobre aquilo que fazemos e porquê.

Um livro absolutamente indispensável.

Do Silêncio à Voz- O que as enfermeiras sabem e precisam de comunicar ao público. De Bernice Buresh | edição: Lusociência, janeiro de 2014



Fernando Barroso

TU LIDERAS A TUA VIDA

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Um Passo para Cima


Tu estás no fundo de um buraco profundo, num país estrangeiro, onde tu não falas o idioma.
Um homem chega e começa a atirar terra para o buraco.

Tu gritas com ele, perguntando o que ele está a fazer, mas ele não te entende e tu não o entendes.
Ele simplesmente continua a atirar terra.


Então o que fazes? Dás um passo para cima.

À medida que cada monte de terra suja cai no fundo do buraco, tu pisas em cima dela.
A terra é continuamente empurrada para baixo, o fundo do buraco sobe e, ao subir, tu sobes junto com ele, até que finalmente consegues sair do buraco.

Não importa se a terra que te atiraram foi para te enterrar ou para te salvar.
O que importa é a tua resposta, a tua escolha de acelerar, de agir e lidar com sucesso com a situação em questão.

Que situação na tua vida está a atirar-te terra neste momento?
Dá um passo para cima do que quer que esteja a ir na tua direção e usa-o de forma positiva.
Adaptado de Ralph Marston


TU LIDERAS A TUA VIDA

domingo, 18 de novembro de 2018

OS QUE “AMAM” MUITO OS TOUROS E OS TORTURAM E MATAM | Por José Pacheco Pereira


Porque não sou indiferente, reproduzo artigo de opinião de José Pacheco Pereira, publicado no Jornal “Publico” de 17 de novembro de 2018

OS QUE “AMAM” MUITO OS TOUROS E OS TORTURAM E MATAM

Acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido.

A ideia de que ser a favor ou contra as touradas é uma questão de liberdade de expressão é um absurdo. Ser a favor ou contra as touradas é uma questão de civilização e, por muito que a palavra esteja gasta, nós sabemos muito bem o que é. É o mundo frágil que nos faz viver melhor, mais tempo, com menos violência do que no passado. É completamente frágil e contraditório, muitas vezes anda para trás e poucas vezes anda para a frente, mas representa o melhor da vida possível, feito por um olhar humanista sobre as coisas, que inclui condenar, limitar, punir a violência.

É o mundo em que há direitos humanos, em que os homens e as mulheres são iguais, é o mundo em que as mulheres e as crianças são protegidas da violência doméstica, é o mundo em que o direito de viver de forma livre o sexo é garantido, é o mundo em que a tortura, a pena de morte, o genocídio são condenados, é o mundo em que há liberdade religiosa, de opinião, política, etc., etc. Sim, é verdade que é também o mundo em que tudo isto não existe, mas escolham. Pode não ser o mundo que temos, mas é o mundo que desejamos.

Os animais não podem ter “direitos” equiparados aos direitos humanos, mas faz parte de uma sociedade humana que valorize a ética e combata todasas formas de violência olhar para os animais com um sentimento de especial proximidade que está para além da domesticidade. Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX. A ideia central era que o modo como tratamos os animais era um sinal de como tratávamos os homens, a crueldade contra os animais era um sinal de uma violência institucionalizada que não se limitava aos animais, mas se estendia aos homens, mulheres e crianças.

Não me estou a referir a nenhuma das variantes radicais modernas dos direitos dos animais que fazem parte da moda dos nossos dias. Não é isso, não tem que ver com aviários, nem com matadouros, nem com as mil e uma formas de industrialização da produção de alimentos, algumas das quais ganhavam em ser menos cruéis. Nem com a caça. A caça tem um valor económico, e tem um papel no controlo das espécies, e é cada vez mais moldada pela lei de modo a que o seu carácter lúdico seja subordinado a estas necessidades.

Tem que ver com as touradas. Podem dar as voltas que quiserem, mas as touradas são a exibição pública da tortura de um animal, que é esfaqueado para enfraquecer e depois, no caso das touradas de morte — que todos os defensores das touradas desejavam poder ter sem limitações —, ser morto. As touradas vivem do sangue, da dilaceração da carne, do cansaço até ao limite e da morte. Podem ter todos os rituais possíveis, ter toda a “arte” de saracotear à volta de um bicho, mas as touradas não são uma arte, são a exibição circense de um combate desigual entre homens e animais, cuja essência é a sua tortura para gáudio colectivo.
Não é um combate de iguais. Na verdade, os combates de cães e de galos — proibidos não se sabe porquê à luz da permissão das touradas — são muito mais um combate entre iguais do que o homem de faca e o touro sem armas a não ser os chifres, que muitas vezes são embolados. Mas é o sangue e a morte que fazem o espectáculo e, ao serem um espectáculo, são um sinal de barbárie.

O argumento da tradição também não é argumento. Se há coisas que a tradição encobre é um vasto conjunto de práticas que felizmente hoje são consideradas inaceitáveis, desde a violência doméstica à discriminação dos homossexuais, à excisão feminina, à pena de morte, à legitimação da tortura. Se aceitamos que a “tradição” por si só legitima a violência e crueldade, então podemos voltar ao “cá em casa manda ela e quem manda nela sou eu” e toca de lhe bater.

Os argumentos dos defensores das touradas são a versão portuguesa dos argumentos da NationalRifle Association nos EUA, que também se identifica como uma “associação de direitos civis” e usa o argumento da tradição para justificar uma sociedade banhada de armas e em que a violência dos massacres é sempre culpa de outra coisa que não sejam as armas.

As histórias ridículas de como os defensores das touradas “amam os touros” (sic), de como prezam a valentia dos animais, de como o “touro bravo” enobrece os campos do Ribatejo, para depois ser trazido à arena de tortura e morte como se esse fosse o seu destino teleológico, a cultura machista da “coragem” perante os mais fracos (o touro é o mais fraco dentro da praça), devem pouco a pouco envelhecer no passado. É isso mesmo que chamamos civilização. O mundo em que vivemos é duro, desigual, injusto, violento. Quem saiba história sabe que não há maneira de o tornar limpinho, higiénico, pacífico, nem em séculos, quanto mais numa geração. Mas acabar com as touradas, com a tortura dos touros para satisfação sádica das massas, é um passo no bom sentido. Porque senão vivemos na pior das hipocrisias em que matar ou tratar mal um cão e um gato pode levar à prisão — e bem —, mas em que no meio de cidades e vilas de uma parte do país podemos aplaudir a tortura, o sangue e a morte.

Artigo de opinião de José Pacheco Pereira, publicado no Jornal “Publico” de 17 de novembro de 2018

terça-feira, 31 de julho de 2018

Livro - Scrum - A Arte de Fazer o Dobro do Trabalho em Metade do Tempo | Jeff Sutherland

Este foi um livro que me surpreendeu pela positiva.

O SCRUM é uma metodologia de organização do trabalho assente em equipas de trabalho com um máximo de 9 elementos.

O trabalho é organizado por "sprints" cíclicos até estar concluído.

Esta metodologia baseia-se numa enorme autonomia da equipa para decidir e resolver todos os aspectos do trabalho até à sua concretização.

Daqui retirei muitas ideias interessantes para implementação até ao nível do meu trabalho individual.

Um livro muito bom para quem gosta da área da gestão (do trabalho e das pessoas).

Podes encontrar o livro através deste link: 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Livro - A arte Subtil de saber dizer que se f*da | Mark Manson (LTV#202)


Podia transcrever aqui muitas das mensagens deste livro, mas deixo aquela que acho mais marcante e “verdadeira” e que a maioria não quer ver nem aceitar… a mensagem de que somos nós, cada um de nós, os maiores responsáveis por aquilo que ocorre nas nossas vidas e por aquilo que alcançamos, apesar de todas as adversidades.

Escreve Mark Manson
“Existe uma descoberta muito simples a partir da qual todo o aperfeiçoamento e crescimento pessoal emerge. É a descoberta de que, individualmente, somos responsáveis por tudo nas nossas vidas, independentemente das circunstâncias externas.
Nem sempre controlados o que nos acontece. Mas controlamos sempre a maneira como interpretamos o que nos acontece, assim como a forma como reagimos.”


TU LIDERAS A TUA VIDA
Fernando Barroso